Últimas Notícias

Motociclismo Tempos de mudanças na vida e no motociclismo

Motociclismo As tribos do motociclismo

Motociclismo Vivendo o equilíbrio no motociclismo

Noticia de Motociclismo


Motociclismo Os patinhos feios no Rock

Ao longo da história do Rock, especialmente do Heavy Metal, muitas foram as bandas que se destacaram e fizeram sucesso. Poucas, no entanto, conseguiram construir uma longa e sólida e carreira, apoiada em uma discografia quase irretocável. É bom ressaltar o "quase", pois mesmo os grandes medalhões do gênero costumam ter ao menos um "patinho feio" entre os grandes clássicos.

Excluo, portanto, exemplos como Metallica, Iron Maiden e Queensrÿche, que lançaram clássicos seguidamente até determinado momento e depois uma sucessão de fracassos, sem nunca terem conseguido voltar ao mesmo patamar de outros tempos. Também deixo de fora eventuais acidentes de percurso, ou seja, bandas que lançaram aquele disco mais fraquinho e sem representatividade, mas que nem chega a atrapalhar a grandiosidade do conjunto da obra. E quase toda banda tem um desse na bagagem.

O que me chama a atenção são aqueles álbuns de boa qualidade, mas que acabaram sendo renegados pelos fãs e às vezes até pelos próprios autores. Aqueles que fugiam um pouco da sonoridade que as bandas vinham fazendo na época, causaram estranheza no momento em que saíram e permanecem assim até hoje. E quase todos eles tiveram como conseqüência mudanças de integrantes.

Ozzy Osbourne, por exemplo, após gravar discos recheados de hits durante boa parte dos anos 80 acabou lançando dois "patinhos feios" em seguida. "The Ultimate Sin", de 1986, ainda se salvou com a faixa "Shot in the Dark". Dois anos depois, "No Rest for the Wiked" rendeu, no máximo, "Crazy Babies". Ambos foram duramente criticados e são praticamente ignorados, mas são trabalhos honestos e muito interessantes, especialmente "The Ultimate Sin" e o fantástico trabalho do guitarrista Jake E. Lee, que deixou a banda do 'madman' logo em seguida.

Os alemães do Helloween, que já tinham levantado suspeitas com "Pink Bubbles Go Ape", em 1991, foram praticamente massacrados com "Chamaleon", de 1993. Faltou Metal no disco, que marcou as despedidas do vocalista Michael Kiske e do baterista Ingo Schwichtenberg. O repertório, no entanto, conta com boas baladas como "I Don’t Wanna Cry No More", "Windmill" e "Longing", além de outras faixas com naipe de metais, influências Country e orquestrações que resultaram em uma mistura bastante peculiar.

Outro grupo alemão, o Kreator, sentiu de perto a rejeição com "Renewal", de 1992, quando o Thrash Metal insano dos discos anteriores deu espaço para experimentalismos e toques de Industrial. Mesmo sendo um trabalho coeso e criativo, foi esquecido assim que saiu. Nesse caso, quem abandonou o barco foi o baixista Rob Fioretti.

Outro caso emblemático foi "Risk", que o Megadeth lançou em 1999. O anterior, "Cryptic Writings", de 1997, já não havia sido exatamente um sucesso e trazia uma sonoridade mais contida e moderna. Em "Risk", Dave Mustaine continuou na mesma linha e ainda flertou com elementos eletrônicos, despertando a ira dos mais puristas, que amaldiçoaram o álbum para todo o sempre. Mas "Breadline", "I’ll Be There For You", "Prince of Darkness" e "The Doctor Is Calling" provam que este é um lançamento que merece respeito. E quem saiu desta vez foi o genial guitarrista Marty Friedman.

Até mesmo no Hard Rock temos exemplos clássicos de ótimos álbuns desprezados pela maioria injustamente. O Mötley Crüe tem seu disco homônimo de 1994, o único com John Corabi nos vocais e o Skid Row tem "Subhuman Race", de 1995 - ambos produzidos pela lenda Bob Rock. Já o Poison figura na lista com "Native Tongue", de 1993, o único com Richie Kotzen na guitarra. Três álbuns de alta qualidade e que geralmente ficam esquecidos no canto da prateleira.

É comum os fãs ouvirem com maior freqüência os álbuns de maior repercussão e que concentram mais 'hits'. Mas vale a pena dar atenção também aos discos renegados e esquecidos. Alguns realmente merecem esses adjetivos, mas outros ficaram marcados negativamente por acaso, devido a circunstâncias que nada tem a ver com as músicas em si.

Fonte: Rock Online

Mais notícias

Motociclismo, Motos e motociclistas no Vale do Paraiba
Riders Of Freedom
Galeria de Fotos de motociclismoVídeos de motosNotícias sobre motos, motoclubes, eventos de motociclistasConheça o ROF, ideologias e filosofias de um motociclistaFale Conosco